Acelerador de partículas brasileiro realiza primeiras imagens do coronavírus

quarta-feira, 15 de julho de 2020

 

O novo acelerador de elétrons brasileiro, o Sirius, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, realizou os primeiros experimentos em uma de suas linhas de luz na semana passada.

 

A estação é capaz de revelar detalhes da estrutura de moléculas biológicas, como proteínas virais. Os primeiros experimentos fazem parte de um esforço para disponibilizar uma ferramenta de ponta para pesquisas com o novo coronavírus.

 

Nessas análises iniciais, pesquisadores do Centro observaram cristais de uma proteína do coronavírus. Os primeiros resultados revelam detalhes da estrutura dessa proteína, importantes para compreender a biologia do vírus e apoiar pesquisas que buscam novos medicamentos para a Covid-19.

 

A pesquisa na estação é feita com a luz Manacá, dedicada a cristalografia de proteínas. Esta linha de luz é capaz de revelar a posição de cada um dos átomos que compõem a proteína estudada, no caso a proteína 3CL do novo coronavírus. De 13 estações de pesquisa do Sirius, duas foram priorizadas por permitir estudos sobre o vírus e sua interação com células humanas

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