Atividade física reduz risco de morte em quem tem desfibrilador implantável

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos conclui que a atividade física diária está associada a um menor risco de hospitalizações e morte entre adultos acima de 65 anos que usam o chamado cardioversor desfibrilador implantável (CDI).

 

O equipamento é inserido dentro do corpo de pacientes com certas arritmias. Quando o coração começa a bater de forma caótica, ele dispara um pequeno choque elétrico para restaurar o ritmo normal. Isso serve para prevenir paradas cardíacas.

 

O estudo analisou as informações de saúde e atividade física de cerca de 42 mil pacientes com esse dispositivo. Eles tinham, em média, 75 anos — 72% eram do sexo masculino e 90%, brancos. Os sensores também mediam o movimento dos participantes e a frequência cardíaca para detectar eventuais esforços físicos.

 

A partir daí, os pesquisadores constataram que os participantes que integravam um programa de reabilitação cardíaca — que inclui exercícios supervisionados — tinham 24% menos probabilidade de morrer de um a três anos após o implante. E cada dez minutos a mais de atividade física diária foram ligados a uma queda de 1% na mortalidade por todas as causas.

 

É importante destacar, no entanto, que os exercícios entre pacientes com problemas no coração demandam um olhar atento do profissional de saúde, que é capaz de estipular limites e práticas que afastam eventos adversos.

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