Conservação integrada pode ampliar proteção de espécies de água doce em até 600%

domingo, 25 de outubro de 2020

Um novo estudo da USP, publicado na revista Science, avaliou mais de 1.500 espécies de água doce e terrestres na Amazônia brasileira para saber se conservar o meio externo também protege todas as espécies de água doce.

 

 

A pesquisa realizada pela Rede Amazônia Sustentável – uma iniciativa envolvendo cientistas do Brasil, Europa, EUA e Austrália – considerou o quanto a proteção da biodiversidade de água doce poderia ser aumentada.

 

 

A primeira autora do estudo, Cecília Leal, do Laboratório de Hidrologia Florestal da USP, em Piracicaba, explica que “os projetos de conservação geralmente se concentram na proteção de espécies terrestres sob o pressuposto de que as espécies de água doce serão automaticamente protegidas”.

 

 

Mas o estudo mostra que, na realidade, as iniciativas de conservação baseadas em espécies terrestres protegem apenas 20% das espécies de água doce que teriam sido protegidas a partir de ações de conservação com essa finalidade. A partir deste resultado, os pesquisadores lançaram um novo método unindo uma rede de conservação, podendo ampliar a proteção em até 600%.

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