Dieta mista pode ser caminho para sustentabilidade e segurança alimentar

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Se o consumo de carne vermelha no Brasil fosse substituído por uma alimentação diversa, composta de proteínas animal e vegetal, 809 milhões de hectares poderiam ser poupados, 1 bilhão de toneladas de carbono deixaria de ser emitido e 720 trilhões de litros de água poderiam ser economizados.

 

Esses são alguns dos resultados do mestrado da engenheira sanitarista Ana Chamma, realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. O trabalho apresenta uma nova abordagem para garantir a segurança alimentar e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade.

 

Outro dado interessante foi que a dieta da região Centro-Oeste, baseada em carne bovina, causa os maiores impactos. Já a baseada em peixes e frutos do mar, consumida em regiões nordestinas, é a que gera os menores danos.

 

O consumo alimentar tende a crescer nas próximas décadas. A pesquisadora propôs uma nova metodologia, denominada “da mesa ao campo”. Ao invés de se pensar na expansão de ofertas de alimentos, ela focou em reduzir o impacto ambiental por meio da demanda alimentar. Mudanças simples na alimentação humana seriam alternativas para mitigar as mudanças climáticas.

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