Técnica de baixo custo acelera pesquisas sobre efeitos neurológicos da Covid-19

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Pesquisadores da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo – desenvolveram um modelo bioimpresso tridimensional do cérebro para estudar a ação neurológica do vírus SARS-CoV-2.

 

O grupo também conseguiu criar uma versão adaptada do patógeno capaz de infectar as células nervosas. A expectativa do grupo é que esses dois feitos ajudem a baratear e a agilizar as pesquisas sobre os efeitos da covid no sistema nervoso central.

 

A proposta foi criar modelos bioimpresssos tridimensionais que poderiam ser usados para estudar os mecanismos de invasão do vírus, a ação de fármacos e outros temas. O trabalho contou com a colaboração de um time de virologistas.

 

A chamada biotinta, criada pelo grupo, é uma mistura de compostos naturais com células neurais que alimenta uma impressora 3D. O modelo havia sido desenvolvido em trabalhos anteriores e permite que as células sobrevivam ao processo de bioimpressão, migrem no espaço e interajam entre si, como se estivessem no tecido nervoso.

 

Os pesquisadores explicam que mais tipos de células neurais podem ser adicionados no futuro, aumentando a complexidade do modelo e tornando-o mais próximo do tecido neural.

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