Estudante transforma casca de camarão em bioplástico

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Durante um jantar em família, a estudante australiana Angelina Arora teve um insight. Ela comparou as cascas de camarão com o plástico e acabou desenvolvendo uma pesquisa científica muito bem embasada, que identificou na casca do camarão uma alternativa biodegradável ao plástico.

Na prática, Angelina transformou a casca, costumeiramente descartada por muitas pessoas durante o consumo do fruto do mar, em um bioplástico que se degrada completamente em 33 dias após o descarte.

A invenção da jovem de 17 anos foi recebida com louvor em sua escola e em competições de ciência e empreendedorismo na Austrália.  Ela também já recebeu dezenas de propostas de indústrias e empresas que desejam levar sua tecnologia adiante.

Por ser flexível, durável, insolúvel e transparente, o bioplástico de casca de camarão é a alternativa perfeita para embalagens plásticas comuns. E os exoesqueletos de camarão são ricos em nitrogênio – o ingrediente mais importante para a fertilização dos vegetais. Isso torna seu material especialmente útil para os agricultores.

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