Sequenciamento de genoma do maracujá silvestre pode ajudar a baratear produção

sexta-feira, 05 de novembro de 2021

Pesquisadores realizam o primeiro sequenciamento genético da planta de maracujá silvestre nativa da Serra dos Órgãos, região da Mata Atlântica no Rio de Janeiro.

 

A espécie não é consumida nem plantada comercialmente, mas as informações encontradas em seu genoma podem ser usadas para análises de outros tipos de maracujá, produzidos para consumo.

 

O principal impacto prático dos resultados da pesquisa é que os cientistas conseguiram identificar um conjunto de genes associados à autoincompatibilidade da planta. Ou seja, ela não pode fecundar a si mesma e isso faz com que, durante a produção agrícola, todas as flores precisem ser polinizadas manualmente.

 

O maracujá silvestre tem seu genoma curto, são 259 milhões de pares de bases, mas servirá de referência para futuros sequenciamentos de outras espécies de Passiflora, e poderá ser uma ferramenta muito útil para intervenções tecnológicas na prática agrícola.

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