Refugiados transformam acampamento no deserto em floresta

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Em 2014, cerca de 70 mil pessoas fugiram da violência na Nigéria e passaram a viver em um acampamento em Camarões, o que causou problemas para a população local com a necessidade de corte de árvores para lenha. Mas os próprios refugiados criaram uma solução para o problema.

 

Cerca de 95% das famílias da região usam lenha para cozinha e aquecimento. Diante a isso, a Agência da ONU para Refugiados e a Federação Luterana Mundial se uniram e lançaram um programa único para solucionar o desmatamento e promover energias renováveis.

 

Os resultados apareceram e a comunidade se envolveu na restauração e proteção do meio ambiente. Agora, o verde toma conta de toda a área. A Federação cultiva árvores frutíferas em viveiros, com a ajuda de refugiados voluntários, e depois distribui as mudas para os administradores do campo, escolas, mesquitas, igrejas e famílias.

 

Depois de 4 anos, cerca de 360 mil mudas foram cultivadas no viveiro nos arredores do acampamento – e plantadas em uma área de 119 hectares. Com a “tecnologia do casulo” as mudas estão registrando taxas de sobrevivência de 90%.

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