Universidade dos EUA estuda impactos de mudanças climáticas em tartarugas de Noronha

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, está monitorando as tartarugas machos, em Fernando de Noronha.

 

O estudo é desenvolvido em parceria com a Fundação Pró-Tartarugas Marinhas, o Projeto Tamar, pelo biólogo brasileiro Armando Barsante, que por 18 anos trabalhou no Tamar, é estudante de doutorado da universidade americana e está na ilha fazendo a coleta de dados.

 

O objetivo é saber o impacto das mudanças climáticas globais no sexo da espécie tartaruga verde, a única que se reproduz no arquipélago. Os estudos indicam que, quanto mais quente a temperatura da areia, mais fêmeas nascem.

 

Por isso, em dezembro, o biólogo colocou um transmissor que emite sinais via satélite em um macho, que passou a ser monitorado. O animal ganhou o nome de Júlio Grande (morador histórico da ilha) e ficou em Noronha até o dia 8 de janeiro. A partir dessa data, teve início a migração. A tartaruga já percorreu mais de mil quilômetros e foi catalogada pelos pesquisadores. O estudo prevê colocar mais oito transmissores em tartarugas macho em 2020 e mais oito em 2021, totalizando 17 transmissores.

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